O ser humano está muito mais propenso a falar que a ouvir. Por isso, na Palavra de Deus existem vários conselhos para que o homem esteja pronto para ouvir (Tiago 1:19), que não é bom a resposta precipitada (proverbios 15:23), pois cada um será justificado por suas palavras (Mateus 12:37).
Quantas palavras vazias? Quantas promessas feitas sem ser cumpridas? Na verdade, onde sobram palavras, faltam atitudes. Analisando a resposta de Abraão, quando Deus o pôs à prova, ele respondeu três vezes: “Eis-me aqui”.
A primeira vez foi quando o anjo o chamou pelo seu nome. Se a resposta de Abraão não viesse acompanhada de uma total disposição para obedecer e agradar a Deus, ela seria logo desmascarada, porque em seguida veio um pedido da parte de Deus, mas não era qualquer pedido, era algo especial. E não foi um carro, uma casa, uma joia, uma poupança, seu salario ou seus bens, porque se fosse assim, Abraão não teria nenhuma dificuldade em atendê-lo. O pedido ia mais além de tudo isto, separaria o sentimento e o apego a uma pessoa na vida de Abraão.
Este pedido na verdade era uma ordem de Deus: - Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá... (Gênesis 22:2) Mas por acaso Deus não sabia que Abraão tinha outro filho chamado Ismael, filho que foi concebido por sua serva Agar? O pedido de Deus tinha nome: “Isaque”, o filho que Abraão amava e que tinha sido o sonho de toda sua vida.
A ordem era: ... e oferece-o ali em holocausto sobre uma das montanhas, que eu te direi. (Gênesis 22:2). O holocausto consistia em degolar o animal, cortá-lo em pedaços, colocá-lo no altar e queimá-lo até que ficasse em cinzas. (levítico 1:6,9) Não pense que Abraão sabia que seu filho seria livrado disso, pois naquela época era costume sacrificar os filhos a outros deuses.( levítico 18:21) O que era totalmente contrário a vontade de Deus.
Ante tal pedido, Abraão não apresentou nenhuma desculpa nem questionamento e quantas vezes questionamos pedidos bem menores da parte do criador. Pela segunda vez, Abraão respondeu: “ Eis-me aqui”. Quando seu filho Isaque o chamou, dizendo: ...Meu pai! E ele disse: Eis-me aqui, meu filho! E Isaque lhe disse: Eis aqui o fogo e a lenha, mas onde está o cordeiro para o holocausto? (Gênesis 22:7). Quantas personas cairiam em prantos ante tais palavras de Isaque? Indiscutivelmente, Abraão mostrou que seu “eis-me aqui” não estava vazio, pois ele sabia em quem estava crendo. Esta é a consciência dos nascidos de Deus: saber em quem tem crido.
Abraão tinha a certeza de que Deus podia devolver a vida a seu filho (Hebreus 11:17-19), que Deus estava acima de seus sonhos pessoais e de seu filho, e não podia trocar a bênção (Isaque) em detrimento do abençoador (Deus).
Creio que, por esta razão, muitas pessoas não conquistam coisas maiores, simplesmente porque estão apegadas às coisas pequenas.
Por terceira vez, Abraão disse “eis-me aqui” quando já estava preparado para sacrificar seu filho e o anjo teve que chamá-lo duas vezes pelo seu nome (Gênesis 22:11). Tamanho era o envolvimento dele no que estava fazendo. A conclusão é que onde existe determinação em obedecer, um EIS ME AQUI é suficiente.
O segundo verbo utilizado por Abraão foi RESPONDER ao chamado de Deus.

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